Quando achas uma profissão tão fácil até experimentares e saíres de lá como se tivesses ido dar banho a um gato com óleo de motor queimado à mistura !
Esta semana deparei-me com um post de Facebook com que a maioria das pessoas que já ''tentou'' praticar a arte da mecânica se deve ter deparado.
Partilho convosco, um dos textos que mais faz sentido para os curiosos desta atividade:

Partilho convosco, um dos textos que mais faz sentido para os curiosos desta atividade:
Desde puto que adoro mecânicaPortanto, sempre que tenho oportunidade sou praticante da modalidade DIY (do it yourself).😁
Não sei quem é o verdadeiro autor deste texto... mas está de parabéns ;)Assim, após um dia inteiro fechado numa oficina a fazer coisas tão básicas como mudar o óleo e filtros, endireitar um pára-choques e mudar rolamentos , passei a olhar para a profissão de mecânico ainda com mais respeito. Porquê? Porque quase tudo é um desafio. Reuni uma lista com 10 considerações sobre os desafios que os mecânicos enfrentam diariamente:1. É tudo difícil de desmontar
Há sempre um raio de um parafuso escondido e de difícil acesso. Sempre! Quem projeta os carros devia ser obrigado a desmontá-los e a repará-los para saber o que é bom para a tosse…2. É tudo difícil de montar
As peças metálicas nem tanto, mas tudo o que é plástico depois de desmontado nunca mais volta ao estado original. Ou os plásticos crescem, ou o carro encolhe (não sei…) mas nada encaixa sem ser com a preciosa ajuda daquela ferramenta universal e fantástica que se chama… martelo! Abençoado martelo.3. Doem-te as costas? Azar
Ginásio é para meninos. Se fores mecânico vais trabalhar grupos musculares dos quais nunca ouviste falar. Normalmente tens de assumir posições de trabalho dignas do Circo Cardinali e fazer tanta força na ponta dos dedos quanto uma prensa metálica. Não é fácil e quando chegas ao fim do dia vão doer-te zonas do corpo que nem sabias que existiam.4. Os parafusos e porcas têm vida
Por mais firme que seja a tua mão, vai haver sempre um parafuso ou uma porca que te vai escapar das mãos e aterrar no local mais apertado e complicado. Pior… multiplicam-se. Quando chega à altura de montar sobram sempre parafusos. Because… lightweight!5. As ferramentas desaparecem
Parece bruxedo. Pousamos uma ferramenta ao nosso lado e 10 segundos depois desaparece como que por magia. "Alguém viu o busca pólos?", não, claro que não! Há duendes invisíveis que quando viramos costas mudam as ferramentas de sítio. Estes duendes também fazem biscates com chaves, comandos de televisões, telemóveis e carteiras. Portanto já se devem ter cruzado com um…6. Nunca encontramos a ferramenta certa
Precisas de uma chave 12? Estão na caixa só vais encontrar a 8, a 9, a 10, a 11 e a 13. Normalmente a chave que precisamos está em Marte… Também aqui acredito profundamente na existência de duendes, fadas e demais criaturas encantadas que dedicam a vida a esconder este tipo de ferramentas.7. Há sempre mais alguma coisa
Era só para mudar um rolamento, não era? Pois, pois… quando começas a desmontar vês que afinal também tens de mudar as pastilhas, os discos e o cardam da transmissão. Quando dás por ela, aquele jeitinho que só ia custar 20 euros e demorar três horas, já vai em 300 euros e num dia inteiro de trabalho. Boa… lá se foi o dinheiro das férias.8. As peças são todas caras
Inteiro não vale nada, mas aposto que se desmontar o meu carro e vendê-lo às peças posso comprar 50% da Sonae. Todas as peças dos automóveis são caras, até as mais insignificantes. Se as finanças descobrem…9. Óleo por todo o lado
Por mais cuidado que tenhas vais sujar-te. E não, o óleo do motor não hidrata a pele.10. É um desafio à nossa capacidade de desenrascanço
Quanto mais velho for o carro, mais os teus dotes de desenrascanço vão ser colocados à prova. Ou porque aquela peça é cara demais ou porque simplesmente já não existe, vais ter de arranjar maneira de solucionar o problema de outra forma. Normalmente estas soluções passam pelo recurso intensivo à ferramenta que mencionei no ponto n.º 2.Resumindo…
Apesar de tudo, é muito gratificante e terapêutico passar um dia fechado numa oficina, chegar ao fim e dizer "fui eu que arranjei isto!".
Obrigada Daniel Oliveira pela partilha ;)

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